segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Professor ganha mais na rede pública

O professor de ensino fundamental da rede pública do País recebe, em média, um salário 11% maior do que o da rede privada. Quando se levam em conta os benefícios previdenciários do funcionalismo público, a diferença em favor das redes municipais e estaduais sobe para 38%. A constatação, que refuta um clichê comum na área, é explicada pela heterogeneidade das escolas particulares, que formam um conjunto bastante diferente das ilhas de excelência que se destacam no setor.

Em média, os professores da rede pública recebem R$ 9,40 por hora de trabalho e os da rede privada, R$ 8,46. Num cálculo de 40 horas semanais, o docente tem um salário médio de R$ 1.504 no ensino público e R$ 1.353 no particular. Lei que entra em vigor no ano que vem estipula o piso nacional do magistério em R$ 950, valor já cumprido por quase todos os Estados, mas ainda em defasagem em muitos municípios.

“Não estamos dizendo que os salários são justos, nem que os professores são bem pagos e não precisam de reajustes. Apenas mostramos que não é como todo mundo imagina”, explica a economista Kalinca Léia Becker, autora do estudo, feito na Universidade de São Paulo (USP). “Quando comecei a pesquisa, eu mesma esperava encontrar outro resultado, o que mostra que precisamos conhecer melhor esse universo para traçarmos políticas públicas efetivas”, diz.

Além de traçar as médias salariais com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, o trabalho comparou o rendimento do professor brasileiro com o de outras duas categorias de profissionais, justamente para ter uma base de comparação mais efetiva.

O resultado foi que o professor brasileiro recebe menos da metade do salário de um pesquisador da área científica com graduação, mestrado e doutorado. No entanto, seu salário é cerca de 5% superior ao rendimento médio de profissionais da área de serviço, com mais de dez anos de escolaridade.

“A diferença do salário do professor é que ele tem uma dispersão menor do que o de outras profissões. São todos valores mais próximos de uma média, sem diferenças entre maiores e menores”, explica a economista Ana Lúcia Kassouf, especialista em economia do bem-estar social da USP. Ela afirmar que essa pouca variação entre salários reflete falta de seleção entre profissionais bons e ruins e pode desmotivar aqueles que se empenham mais e fazem um melhor trabalho. (Da Agência Estado)

Carreiras são melhor organizadas nas escolas do governo

O professor da faculdade de educação da USP Ocimar Munhoz diz que as carreiras na rede pública são mais organizadas e têm alta empregabilidade. “O Brasil precisa de muitos professores. E no fim das carreiras os salários são mais altos do que no início, o que puxa a média para cima”, afirma. Na rede privada, predomina uma grande heterogeneidade. Há um universo restrito de colégios que cobram R$ 2 mil de mensalidade e pagam mais de R$ 5 mil aos professores. E muitas instituições pequenas, com pouca infraestrutura, mensalidades mais baixas e salários de cerca de R$ 700.

Para o coordenador de pedagogia da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Rômulo Nascimento, poderia haver a criação de um conselho de educadores, que ajudasse a traçar melhor o perfil, as características e das demandas da profissão . Apesar dos dados da pesquisa, a presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, não acredita que os professores da rede pública ganhem, na média, mais do que os da rede particular. (AE)

Aumenta o número de vagas ociosas em universidade federal

No ano passado, 7.387 deixaram de ser preenchidas nos vestibulares do País

O número de vagas ociosas nos cursos de universidades federais subiu 117% em apenas um ano. Em 2008, 7.387 vagas oferecidas nos vestibulares não foram preenchidas, segundo o último Censo da Educação Superior. O governo Lula investe R$ 2 bilhões em um projeto de ampliação das federais. O número de lugares não ocupados representa a metade das vagas criadas no mesmo ano (14 mil) por esse programa de expansão.

Segundo especialistas, as vagas ociosas, além de representarem um direcionamento equivocado do governo, são mais uma demonstração da saturação do mercado do ensino superior brasileiro. Este foi o primeiro ano, desde 1998, que o número de universidades, faculdades e centros universitários diminuiu. Desde o fim dos anos 90, com a facilitação de concessões para abertura de universidades privadas, o sistema cresceu mais de 100%.

O número de universitários brasileiros chegou em 2008 aos 5 milhões, mas o ritmo do crescimento tem caído. As únicas áreas que ainda registram forte aumento são a educação a distância e os cursos tecnológicos.

“O MEC fez uma expansão desenfreada das universidades federais”, afirma o especialista em ensino superior Carlos Monteiro. “Não teve planejamento. Em algumas regiões o aumento era desnecessário, não havia demanda. Em outras, os cursos abertos não tinham atratividade.” Para ele, o problema vai se intensificar com a abertura de novas instituições em 2010, parte delas em regiões de fronteira ou no interior do Nordeste.

Estudo

A Secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, reconhece que o número é significativo e diz que o governo está estudando as razões. As cerca de 7 mil vagas ociosas representam 4,3% do total de 169 mil oferecidas em 2008 pelas federais. Ela acredita que muitos estudantes não saibam ainda dos novos cursos, instalados em cidades pequenas, e defende campanhas sobre o programa. Segundo estimativas, cada vaga em uma universidade federal custa R$ 12 mil. O País tem hoje 57 federais, com 643 mil alunos. (Da Agência Estado)

Fonte: Correio Popular
Data: 29/11/2009

WQ

Phrasal verbs

1º momento
acessar a página que segue para obter mais exemplos e explicações.

http://www.sk.com.br/sk-twow.html

2º momento
fazer os exercícios:
(get+preop 1)
(go + prep)

http://www.englishpage.com/prepositions/prepositions.html

Exercícios para prática. Anotar as dúvidas para serem esclarecidas em sala de aula.

Carla Jorge
0728223

Fontes:
www.englishpage.com

Schütz, Ricardo. "Multi-Word Verbs." English Made in Brazil . Online. September 2, 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

agradecimento

Mensagem de agradecimento aos meus amigos (as) de sala e aos nossos professores

Nunca estamos sós, é verdade.É bom saber que temos amigos em quem podemos confiar e compartilhar esses três anos de faculdade. Pessoas que nos apoiam e nos acolhem com tanto carinho.É certo que passamos por varios momentos de correria e cansaço mas aprendemos muitos valores . E comigo estão sempre os amigos, docentes e DEUS, dando-me palavras de conforto , ânimo e que valeu a pena cada momento neste curso de Letras. Sou grata a Deus por ter conhecido todos vocês amigos(as) e docentes, pessoas de coração aberto e firme.Quero agradecer a vocês por tudo. Disponham da minha amizade sincera.Meu eterno agradecimento...(veridiana)

WEB QUEST ESTRANGEIRISMO

ESTRANGEIRISMO
OBJETIVO

  1. Identificar o uso de palavras estrangeiras;
  2. Levar os alunos a identificarem o uso dessas expressões;
  3. Assimilação do uso caso Genitivo.

CONTEÚDOS

  1. Estrangeirismo;
  2. Caso Genitivo.

TEMPO ESTIMADO

Duas aulas

MATERIAL NECESSÁRIO

  1. CD e xerox da letra da música: Samba do Approach (Zeca Baleiro)

Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada. (Mario Quintana)

Tenho Amigos....


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos... Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, Tremulamente construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

"A gente não faz amigos, reconhece-os".

Quem é o mestre?

video

Uma homenagem aos nossos queridos professores. Vale eternizar!!!!

Despedida

Se fossemos capazes de saber quando e onde voltaremos a nos encontrar, nossas despedidas seria mais terna e não sofreriamos tanto.
Diane Amarante.

sábado, 28 de novembro de 2009

video



Acho importante assistirmos, trata-se da Pedagogia da Cinta.
videoGente esse vídeo é muito bom...

Reta Final

Amigos, boa noite!

Como estão os corações???
Reta final galera...

Confesso que estou ansiosa, porém triste e olha que nunca imaginei ficar triste com o fim do curso, mas o fato de ficar longe da turma, de alguns grandes amigos, enfim, realmente me deixou triste.
Desejo boa sorte a todos, as provas vêm aí e são as últimas gente...

Grande beijo!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Despertar de uma Paixão - SINOPSE

Desculpem, o post anterior foi sem a sinopse do filme.

Baseado em romance de W. Somerset Maugham, o filme é uma história de amor ambientada nos anos 20. O jovem casal formado por Walter (Edward Norton), um bacteriologista de classe média, e pela jovem rica Kitty (Naomi Watts) se conhece em Londres. Após o casamento, mudam-se para Xangai, onde ele trabalha. Uma epidemia num pequeno povoado no interior da China faz com que o casal se mude para lá alguns meses depois. Na medida em que conhecem melhor a cultura local, descobrem mais sobre eles mesmos e o relacionamento.


Gênero: Drama
Tempo: 125 min.
Lançamento: 22 de Jun, 2007
Lançamento DVD: Ago de 2007
Classificação: 12 anos
Distribuidora: Imagem Filmes
Elenco e créditos
Estrelando: Naomi Watts, Edward Norton, Liev Schreiber.
Dirigido por: John Curran
Produzido por: Sara Colleton, Jean Francois Fonlupt, Mark Gill, Edward Norton




Fonte: http://br.cinema.yahoo.com/filme/14176/sinopse/odespertardeumapaixao

O Despertar de uma Paixão ( The Painted Veil )

Olá amigos,
Que tal um pouco de romance nesse final de semana? Para quem gosta do gênero eu recomendo esse filme lindo! Corram para a locadora!
Bom filme!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Professor - Uma espécie em extinção

PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO



Por Verônica Dutenkefer (20/06/2009)

Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.
Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faz).
Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante é: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????
Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos evidentemente.
Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.
E aí vem meus questionamentos:
Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?
Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobra o conteúdo de cada disciplina.
Como pode num país.....num estado...num município haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?
Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.
A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição.
Dia a dia...minuto a minuto... os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo física pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano.
Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai ......
E quando ameaçados de morte e recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: “Isto não vai adiantar nada!”
Meus bons alunos presenciam o mal aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância.
Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.
Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: “Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?”
Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia freqüentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir a escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar.Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..
Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto...mas nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.
Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia?
Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito as autoridades e aos outros.
Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.
Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas? ??
Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional.
Li a poucos dias num artigo que os cursos de filosofia, matemática, química, biologia e outros todos ligados a área de magistério não estão tendo procura nas universidades.
Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor??? ??????
Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.
Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou:”Onde estava o professor que não viu isso??!!”
E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano??? Ah...já sei...o professor deveria enfrentar as balas do revólver!!!! Claro!!! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso..
Vocês tem conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo??? ?
Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?
Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:
“Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!”
“Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!”
“Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!”
“Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.”
“Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”
Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)
Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.
Impunidade.
Mas a educação não vai bem, por causa do professor..
Encerro esse desabafo com essa pergunta que li há poucos dias:
Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"




Essa carta revela o dia do professor em sala de aula, tudo que a colega coloca na carta é a mais pura verdade. Vivenciamos todos os dias isso e algumas coisas a mais. Até quando vamos aguentar !

Que Deus nos proteja!

Web Quest de Língua Inglesa




Introdução

Esta Web – Quest (WQ) busca trabalhar a cultura inglesa para promover a integração entre a literatura inglesa, valorizando a literatura e a cultura brasileira. Para isso, você pesquisará o Romantismo tanto na Inglaterra, quanto no Brasil confrontando e analisando seus principais escritores. Assim, essa WQ desenvolverá em você, aluno, o espírito da reflexão que lhe permitirá pensar a cultura inglesa em confronto com a de seu próprio país.


Tarefa

Através dos sites indicados vocês deverão pesquisar as características do período literário Romantismo na Inglaterra e no Brasil. Seu objetivo é pesquisar as semelhanças e a importância das obras literárias desse período em cada país, ressaltando seus principais escritores (Lord Byron, Álvares de Azevedo e Junqueira Freire). Após a tarefa do grupo é traçar um paralelo comparativo entre os escritores.

Processo

Para realizar essa atividade vocês deverão se dividir em grupos de 3 alunos, no qual cada aluno realizará uma das etapas (1, 2 e 3). Após o grupo todo deverá realizar as etapas 4 e 5. Por Conseguinte confrontem seus pensamentos com os demais grupos.

Etapa 1: Pesquise sobre o Romantismo na Inglaterra. Utilize como fonte de pesquisa os seguintes sites:

www.spectrumgothic.com.br/.../ultraromantismo
www.vidaslusofonas.pt/lord_byron

Etapa 2: Pesquise sobre o Romantismo 2º geração no Brasil. Utilize como fonte os seguintes sites:
www.spectrumgothic.com.br/.../ultraromantismo
www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo

Etapa 3: Pesquise as seguintes obras:

Versos Inscritos numa Taça Feita de um Crânio de Lord Byron, tradução de Castro Alves.
Morte (hora de delírio) de Junqueira Freire
Ideias Intimas de Álvares de Azevedo

Utilize como fonte de consulta os seguintes sites:

http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/byron.htm.
http://www.poemofquotes.com/lordbyron/lord-byron.jpg..
http://bp3.blogger.com/.../s400/alvares-de-azevedo1.
http://http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/junqueira.htm

Etapa 4: Analise as obras pesquisadas na etapa 3. Nessa etapa, busque comparar suas características e possível influência cultural.

Etapa 5: Trace um paralelo histórico e cultural entre o romantismo inglês e o brasileiro comparando seus escritores.

Conclusão

Nessa WQ você deve ter compreendido um pouco mais acerca da formação cultural britânica, através do período literário Romantismo. Fato que o permitiu refletir sobre outra cultura, aprendendo seus aspectos e diversidades de manifestações, para confrontá-los com a literatura nacional.

Créditos:

Trabalho realizado por:
Débora Santos – RA 0780145
Thiago Maerki – RA. 0780006


Postado por Débora Santos

webquest

WEBQUEST: POESIAS

VIVER NÃO DÓI (Carlos Drummond de Andrade)

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemoso que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não
conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido
juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silênciosque gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos, não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter, para ir ao cinema,para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos, não porque nossa mãe é impaciente conosco,mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias e ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos, não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido?A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo,mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, faz perder também a felicidade.
A dor é inevitável O sofrimento é opcional.




INTRODUÇÃO

A poesia foi um dos gêneros textuais, mais usado em todas as fases da literatura brasileira e mundial.
Poesia é a arte de escrever palavras que formam versos, que formam estrofes, que formam o todo. É o que desperto o sentimento do belo.
Então vamos fazer uma viagem pelo mundo dos grandes poetas brasileiros, conhecer um pouco de sua biografia e se encantar com suas lindas poesias.


TAREFA

O Brasil possui poetas maravilhosos, cada um com um estilo próprio, dentro ou fora do seu período, conquistou e conquista públicos bem diversificados.
Qual poeta ira conquistar vocês?
A resposta a essa pergunta será respondida, com a introdução de vocês nos períodos literários. Onde vocês farão um livro com cinco poesias escolhidas por vocês.


PROCESSO

A classe será dividida em seis grupos com cinco alunos;
Cada grupo escolherá um período literário;
O grupo pesquisará os poetas desses períodos, montará um livro com cinco poesias, sendo que uma deverá identificar as características do período, com a biografia do seu autor;
Para a pesquisa, eles usaram a sala de informática e a biblioteca da escola;
As outras quatro poesias serão da preferência do aluno;
A capa do livro deve ter como tema obras do período;
Em um sarau, todos os membros do grupo irão ler uma poesia para a classe.
Alguns Sites para pesquisa: www.brasilescola.com.br
www.biblio.com.br
www.literaturabrasileira.net





CONCLUSÃO
Com este trabalho os alunos conhecerão as características de cada período literário brasileiro assim como os seus principais poetas e obras.

AVALIAÇÃ
Os alunos serão avaliados através da participação ativa nas tarefas de cada um dentro de grupo e pelo conhecimento adquirido no final do trabalho.




Professores:
Lucélia da Rocha Teixeira Kronitzky.
Noilson Pereira dos Santos.
Virgínia de Almeida.
Oii pessoal, estou enviando um de meus poemas para reflexão de vocês.. quem é você?? o menino ou o homem?? Essa é uma crítica minha particular, quanto ao descaso que nós temos de nós mesmos..
OS DOIS LADOS DO VIDRO

No meio da Avenida
Viam-se meninos,
Meninos sem nome,
Descalços,
Ainda de fraldas,
Diversos tamanhos
Com cores diferenciadas,
Mas eram meninos,
Pobres crianças
Exaustas de viverem
Recriminadas pelos olhares
Impetuosos dos adultos.
Hoje são meninos
E amanhã;
O que haverão de ser?
Cabelos ao vento,
Empurrados aos carros
Que de vidros fechados
Ignoram seu encanto,
Querem atenção
Muito mais que dinheiro,
Querem uma palavra;
Um obrigado
Por seus malabares,
Porém o descaso
Do bicho maduro
Faz da vida desses meninos
A insegurança de um olhar,
Que hoje ainda é doce,
Cheio de graça
Pois, são só meninos
Na Avenida da vida
Querendo atenção,
Um pouco de brilho
Para sua escuridão.
Querendo ser amanhã
O seu hoje,
E esquecer que um dia
Foram meninos,
Meninos de rua,
E tendo seu carro
Simplesmente fechar o vidro
Para outros meninos,
E desfazerem-se
Do duro passado
Ignorando o outro,
Como o bicho homem
Costuma fazer,
Sem racionalidade
Sem firmeza,
Apenas porque tem medo
Dos pobres meninos,
Meninos artistas
Que tiram da Avenida
Seu sustento
E que não tem orgulho
De ser menino,
Menino de rua,
Que amadurece com a falha
Causada pela injustiça
De um bicho homem
Que de vidros fechados
Se sente mais bicho,
Mais forte,
Do que o Ser menino,
Que olha tristonho
Do meio da Avenida
Para o vazio;
O infinito descaso
Que ele mesmo tem,
Do homem que está
Preso do outro lado do vidro.
por Daiane Durães

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


AMOR
Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança, Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela, Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela! Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento, Morrer contigo de amor!
Álvares de Azevedo

Plano de Aula

Publico alvo: 2° colegial
Aulas: 3 horas aula

Temas: Preconceito Racial

Material utilizado: Texto da história do Racismo no EUA.
Texto “preconceito racial põe Brasil e Estados Unidos em pé de igualdade. (Justino; Bianca; 2003)

Objetivo: Despertar o interesse dos alunos sobre os aspectos culturais e históricos, auxiliar na compreensão da Comunhão da Diversidade entre os países EUA x Brasil.

Desenvolvimentos das aulas:

1º aula: * Apresentação do tema proposto pela professora
* Leitura dos textos “História do Racismo” e ‘Racismo nos Estados Unidos da América”

2° aula: * Compreensão dos textos.
* Debate sobre os assuntos expostos com os alunos

3º aula: * Leitura e explicação do texto ‘Preconceito racial põe Brasil e Estados Unidos em pé de igualdade. (Justino; Bianca; 2003)’
* Atividades do texto proposto

Conclusão: Fixação do fato histórico nos EUA e comparação dos países.
Mostrar para o aluno a sua alto critica sobre o assunto exposto pelo professor


Preconceito racial põe Brasil e Estados Unidos em pé de igualdade
O abismo em termos de desenvolvimento econômico que separa os Estados Unidos do Brasil é mínimo quando o assunto é inclusão social da população negra. Em ambos os países, o racismo ainda é um fator de risco seja no acesso à educação de qualidade, ao trabalho e remuneração e mesmo no atendimento no sistema de saúde.O último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "A Hora da Igualdade no Trabalho", divulgado no dia 12 de maio, mostra que apesar de avanços em alguns indicadores sociais, no Brasil, a situação de desemprego persiste na população negra: a renda mensal de um trabalhador negro é 50% inferior a do branco.
Nos EUA, para cada dólar pago a um branco, um negro recebe o equivalente a 40% desse valor. De acordo com os Indicadores Sócio-econômicos do Censo norte-americano sobre a década de 90, 10% da população branca vivia na pobreza, contra 29,5% da negra.
Os dados são do sociólogo e professor David Willians, do Institute for Social Research da Universidade de Michigan (EUA), anunciados durante palestra realizada na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, nesta quarta-feira (14/05/03).
O foco de trabalho de Willians é nas causas sociais que implicam diretamente na saúde da população negra nos EUA. Segundo ele, o racismo não está apenas nos setores educacionais e no mercado de trabalho. "O número de mortes em consequência de doenças consideradas mais incidentes na população, como problemas cardíacos, câncer e diabetes é maior entre os negros. Em muitos casos, isso se deve a diferença racial que existe desde o momento do diagnóstico até a qualidade do tratamento oferecido", explica.
Presume-se que a qualidade de vida de uma população esteja diretamente ligada a condições sócio-econômicas. No entanto, mesmo pagando pelo mesmo serviço, segundo Willians, a receptividade e o tratamento dado a negros e brancos é diferente.
Com um acesso dificultado à saúde e a uma renda melhor, o ingresso no ensino superior diferenciado não haveria de ser diferente. "Para entrar numa universidade americana, o aluno precisa ter uma boa pontuação no SAT (teste parecido com o vestibular brasileiro, mas serve para todo o território nacional). Quanto melhor a pontuação, melhor a faculdade. Mas como um aluno negro, que já tem seu acesso limitado dentro da sociedade, pode entrar na melhor universidade se isso significa mensalidades mais altas também?", questiona Willians.
No Brasil, a situação também não é muito diferente. Estudo realizado pela Comissão de Políticas Públicas para a População Negra (CPPN), durante o período de matrícula do segundo semestre de 2001, revelou que apenas 1,3% dos alunos de graduação da Universidade de São Paulo (USP) são negros.
(Bianca Justiniano - 14/05/03)



Alunos de escola estadual fazem quebra-quebra em sala de aula

video

NAVEGUE - Fernando Pessoa


Navegue, descubra tesouros,

mas não os tire do fundo do mar,

o lugar deles é lá.

Admire a lua, sonhe com ela,

mas não queira trazê-la para a terra.

Curta o sol, se deixe acariciar por ele,

mas lembre-se que o seu calor é para todos.

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe,

elas só podem brilhar no céu.

Não tente deter o vento,

ele precisa correr por toda parte,

ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva,

ela quer cair e molhar muitos rostos,

não pode molhar só o seu.

As lágrimas? Não as seque,

elas precisam correr na minha,

na sua, em todas as faces.

O sorriso! Esse você deve segurar,

não deixe-o ir embora, agarre-o!

Quem você ama?

Guarde dentro de um porta jóias,

tranque, perca a chave!

Quem você ama é a maior jóia que você possui,

a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda,

se o século vira e se o milênio é outro,

se a idade aumenta;

conserve a vontade de viver,

não se chega à parte alguma sem ela.

Abra todas as janelas que encontrar

e as portas também.

Persiga um sonho,

mas não deixe ele viver sozinho.

Alimente sua alma com amor,

cure suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias,

deixe-se levar pelas vontades,

mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história,

seja ela qual for.

Dê um sorriso para quem esqueceu

como se faz isso.

Acelere seus pensamentos,

mas não permita que eles te consumam.

Olhe para o lado,

alguém precisa de você.

Abasteça seu coração de fé,

não a perca nunca.

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.

Agonize de dor por um amigo,

só saia dessa agonia

se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos,

mas não magoe ninguém nessa procura.

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!

Não se acostume com o que não o faz feliz,

revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças,

mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se achá-lo, segure-o!

"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.

O mais é nada".
Postado Por Débora Santos

terça-feira, 24 de novembro de 2009

E TUDO MUDOU...

Rouge virou blush,
O pó-de-arroz virou pó-compacto,
O brilho virou gloss,
O rímel virou máscara incolor;

A Lycra virou stretch,
Anabela virou plataforma;

O corpete virou porta-seios ...
Que virou sutiã ...
Que virou lib ...
Que virou silicone!

A peruca virou aplique ... interlace ... Megahair ... Alongamento!

A escova virou chapinha,
'Problemas de moça' viraram TPM;

Confete virou MM;

A crise de nervos virou estresse,
A chita virou viscose,
A purpurina virou gliter,
A brilhantina virou mousse...
Os halteres viraram bomba,
A ergométrica virou spinning,
A tanga virou fio dental...

... E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê:

Ping-Pong porque virou Bubaloo,
O à-la-carte porque virou self-service,

A tristeza agora é depressão,
O espaguete virou Miojo pronto,
A paquera virou pegação,
A gafieira virou dança de salão,

O que era praça virou shopping,
A areia virou ringue,
A caneta virou teclado,
O LP virou CD,

A fita de vídeo é DVD,
O CD já é MP3,
É um filho onde eram seis,
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail,

O namoro agora é virtual,
A cantada virou torpedo,
E do 'não' não se tem medo,
O break virou street,

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí,
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também...

O forró de sanfona ficou eletrônico,
Fortificante não é mais Biotônico,
Polícia e ladrão virou counter strike,

Folhetins são novelas de TV,
Fauna e flora a desaparecer,
Lobato virou Paulo Coelho,
Caetano virou um pentelho,

Baby se converteu,
RPM desapareceu,
Elis ressuscitou em Maria Rita
Gal virou fênix,
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,

Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe,
A bala antes encontrada agora é perdida,
A violência está maldita!

A maconha é calmante,
O professor é agora o facilitador,
As lições já não importam mais,
A guerra superou a paz,
E a sociedade ficou incapaz....
... De tudo.
... Inclusive de notar essas diferenças.

(Luiz Fernando Veríssimo)

Não Sei....

Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos tem sentindo,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
coloc que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.

Cora Coralina

Essa quase ninguém acerta!

Aí vai um desafio para quem quiser testar seus conhecimentos de Língua Portuguesa. Trata-se de um teste realizado em um curso na American Airlines.

Na frase abaixo deverão ser colocados 2 pontos finais e 2 vírgulas para que a frase faça sentido.

PENSE antes de ver a resposta.

MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

RESPOSTA:

Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha.

A "pegadinha" está no fato do uso do verbo "suar", confundindo com o pronome possessivo (sua)... Essa é a nossa Língua Portuguesa...

Palavrão Alternativo (Utilidade Pública)

Escolher um bom sinônimo para um insulto surrado pode ser a diferença entre a arte e a grosseria. É buscar o álibi do jogo estético para anular a carga semântica conotativa da injúria comum. É também evitar que o sinônimo culto tire da expressão seu caráter de insulto.
A literatura especilaizada tem pelo menos dois grandes títulos com farta munição. um é o hoje clássico Dicionário do Palavrão e Termos Afins (Record), do etnólogo pernambucano Mário Souto Maior, de 1980, e o mais rechonchudo Dicionário Brasileiros dos Insultos (Ateliê Editorial), de 2002. O autor, o professor da Escola de comunicações e Artes da USP Luís Milanesi, escondeu-se sob o pseudônimo Altair J. Aranha. Os dois livros garantem matéria prima das mais sugestivas para se atingir o Everest dos insultos: o de ver a pessoa injuriada acreditar que recebeu um elogio.
Para quem leva a vida inteira usando os mesmos impropérios, encontrar maneiras de insultar sem ser percebido pode ser uma experiência libertadora.

DICAS:

Esteatopígico - Cidadão que tem o traseiro grande
Graveolento - Fedorento
Ancípite - Que tem duas caras, falso, inconstante
Acatruzo - Pentelho, chato, amolador
Acataléptico - Sujeito vacilante, burro
Ababelado - Quem nunca termina o que começa, como os construtores da Torre de Babel
Acárpico - Pessoa incapaz de gerar frutos e produzir. Do grego karpós (fruto)
Especioso - Bonito por fora, feio por dentro
Jactanciosa - Pessoa vaidosa
Janízaro - Protetor dos tiranos, que morre defendendo o chefe
Súcubo - Dominado, subalterno lambe-botas, o que se deita sob o outro
Tesserário - Aquele que fica entre o chefe e os subalternos, leva-e-traz que não manda, não decide, mas faz o que mandam
Détraqué - Amalucado
Presbiofrênico - Caduco que inventa histórias sem fundamento
Zuruó - Biruta

(Artigo retirado da Revista Língua Portuguesa, Número 6)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Webquest



Introdução:

Nossa língua portuguesa é o resultado de diversos acontecimentos históricos ocorridos na península ibérica.

Sendo assim, lidar com os fatos ocorridos se faz necessário para entendermos um pouco mais sobre as transformações da língua, sua origem, mudanças e, principalmente, seu uso em cada contexto histórico.

Desafios:

Uma vez que vocês já sabem sobre a origem da língua portuguesa e sua evolução, responda estas simples questões, com um certo ar de crítica. (Positiva é claro. Dica: leiam os sites indicados.)

Processo/orientações.

Ao responder as questões preste atenção nas dicas, elas podem-lhe economizar tempo, o que será precioso na elaboração da avaliação.

De qual língua originou o nosso português? (O cachorro sabe!)

Que acontecimento fez com que o português (a língua, não o habitante) saísse da península ibérica?

Existe apenas um tipo de idioma português?Se não, quais são os outros?

No caso do Brasil qual foi o outro idioma que contribuiu para nossa língua atual? (dica: tome um GUARANÁ primeiro)

É verdade que a língua para de evoluir? Caso contrário justifique sua resposta? (dica: Tá fácil)

Atualmente, qual o principal acontecimento que contribuiu para a formação da língua portuguesa unificada? (dica: pesquise sobre CPLP)

Quem disse esta frase: “A língua pertence ao povo.” (dica: esteve presente por oito anos.) Vocês concordam?

Recursos

A origem da Língua Portuguesa

http://queremosportugues.multiply.com/journal/item/19

A origem da Língua Portuguesa

http://ponderador.blogspot.com/2009/06/origem-da-lingua-portuguesa.html

A história do português brasileiro.

http://www.comciencia.br/reportagens/linguagem/ling03.htm

Página um.

http://pagina-um.blogspot.com/2008_07_20_archive.html

Avaliação

Após aprenderem sobre nossa língua portuguesa, construa um texto destacando qual a importância cultural de se saber a origem da língua e suas transformações?

Conclusão

Agora que concluíram o trabalho, aposto que já se sentem mais a vontade com a língua e suas variações, não é? Porém só me resta mais uma pergunta: O que quer dizer esta imagem? Pensem.

Autor

Jefferson

Destinatários

Trabalho realizado em duplas ou trios, com alunos de oitava série.

Seres estranhos

A cada esquina uma história diferente
Seres modificados pelo tempo
A remexer nos restos desprezados

Seres desprezados remexidos
A cada esquina modificados
Pelo tempo da história

Na outra esquina
O som de um violão se dispersa
Um ser o ouve e corre...

Arranca-lhe do colo
Quebra-lhe em pedaços
E devora suas lascas

Ofegante grita
Nada ouve
Ninguém deseja ouvir

(Thiago Maerki)

domingo, 22 de novembro de 2009

SUPERE OS OBSTÁCULOS

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para
outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem Paz, é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.


Madre Tereza de Calcutá

Nós não vamos ver a exposição de Cora Coralina??

Até o dia 13 de dezembro está no Museu da Língua Portuguesa.

Hei!!!!

O que acharam da nova cor???? Gostaram?????

sábado, 21 de novembro de 2009

filme de 87 horas

Quem perde a paciencia com filmes longos vai achar o filme ' A cura para a insônia' dirigido po John Henry Timmis IV, um verdadeiro pesadelo. trata-se do maior longa metragem já feito, com5.220 minutos (87Horas).A fita mostra cenas do poeta Lee Croban lendo um interminável poema de mais de 4 mil páginas. O filme, produzido para um experimento com pessoas que tinha insônia, foi exibido pela primeira vez no instituto de Arte de Chigago, nos Estados Unidos, entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro de 1987. Com tanto tempo de filme, até os insones devem ter cochilado.....quem se habilita assistir o referido filme?

charles Chaplin

"Durante nossa vida, conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que , vem e passam.
Existem aquelas que,
Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar."

ISRAEL

Quem jamais ouviu tal coisa?Quem viu coisa semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião mal sentiu as dores de parto, e já deu á luz a seus filhos.

Pormessas bliblicas se cumpriram depois de uma espera de 1.878 anos mas o Deus de Israel não esqueceu seu povo, Nunca na historia mundial uma povo aguentaria ficar sem suas tradições sem sua crenças, mas aquele que as fez jurou que jamais seria tirados da face da terra,algumas nações, tal como ocorre na extinção dos animais, não mais existem, a exemplo dos heteus,dos sumérios, dos citas e de outros povos.Disse o Senhor<>
Em 14 de Maio de 1948 foi fundado o estado de Israel

O Sonho - Clarice Lispector Vídeo

http://www.youtube.com/watch?v=HakBnmfcLn0

O Sonho

Queria compartilhar esse poema lindíssimo de Clarice Lispector e um video a narração da obra.

O Sonho
Clarice Lispector

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que
aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machicam.
Para aqueles que tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Pequeno Príncipe


"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

Vinicius........

Meu poetinha um grande homem e poeta sabia fazer uma bela poesia admirador de Willian Shakespeare tanto que suas poesias lirícas são bem referente a do Vinicius buscando sempre monstra as dissonância e montando também alguns jogos de paródias e criando algumas imagem sinestésia ........ Lembra gente aula do Gustavo legal ném...................


" Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo"

Vinicius de Moraes...............
...Saudade é amar um passado que ainda não passou.
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...
Pablo Neruda

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Site com desenhos e atividades para crianças que estudam Inglês

Para quem trabalha com crianças, assim como eu, sugiro esse site que tem várias figuras e atividades que ajudam no aprendizado infantil, principalmente se estão no início da alfabetização.
O site separa os desenhos de acordo com o assunto e tipo de atividade (colorir com legendas em inglês, ligar os números, figuras escondidas no desenho).
Espero que gostem da dica!

Para aprender inglês brincando (literalmente)!!

Jogo muito bacana, divertido e diferente! Nele você desenha e outros usúários tentam adivinhar seu desenho, você pode entrar nas salas existentes ou criar salas novas, tem muitas salas no Brasil. Importante:Quando entrar no link, clique em "Play now", abrirá uma página pedindo Username e Senha, não se preocupe com a senha, coloque apenar o username (que será seu apelido no jogo) e siga em frente.
Dicas: Escolha o nível e selecione o idioma (dê preferência ao inglês), e verifique se seu mouse está em boas condições!
Espero que vocês gostem!
www.isketch.net

Vejam com atenção!!

Analisem , reflitam sobre as práticas pedagógicas que estamos utlizando em nossas salas de aula!!
video

WEB QUESTION

WEBQUEST

Tema: Produção de texto dissertativo-argumentativo
Turma: 3° ano do Ensino Médio

Tempo Previsto: 3 aulas com duração de 50 minutos cada


Objetivos Gerais: Propor aos alunos tema para uma redação e mostrar a eles que uma redação bem feita não consiste apenas na grafia correta das palavras, mas sim da presença de coerência e coesão.

Desenvolvimento: Inicialmente, os alunos receberão uma explicação sobre o que é um texto coeso e coerente e haverá alguns exemplos de textos de qualidade. Após isso, os alunos terão uma coletânea de textos (artigos de jornais e revistas) e poderão ler e refletir sobre o assunto que leram. Posteriormente, produzirão uma dissertação argumentativa.


Apresentação: Serão selecionados alguns alunos para a leitura de suas dissertações. Haverá após cada leitura a oportunidade de análise, não somente pelo professor, mas também pelos demais alunos da classe, a fim de identificar se houve ou não uma boa produção de textos, e caso sejam notados pontos negativos, todos poderão sugerir a reescrita do texto.


Avaliação: Será utilizado como critério de avaliação a participação do aluno durante a aula e também será feita com a correção do texto pelo professor, que os trará na próxima aula.



JANE E EDMILSON

Como escrever bem (parte I)

Escrever bem não é uma das tarefas mais simples dessa vida, isso é fato, mas, de modo geral, escrever corretamente é algo acessível a todas as pessoas praticamente. Deixando de lado os fatores sociais e econômicos, escrever, pelo menos de maneira adequada, depende de uma série de fatores, que, normalmente, podem ser conseguidos individualmente, sem dependência de mestres ou incentivos de qualquer natureza. Evidentemente, a habilidade de combinar palavras, aliada a capacidade de inventar (ou narrar) histórias e descrever cenários interessantes são bastante pessoais, porém, podem ser desenvolvidas e treinadas. Felizmente, ninguém está fadado a escrever mal toda a vida...
Não pretendo fazer nenhuma espécie de manual de boa escrita ou de como se tornar um escritor, até mesmo porque não saberia como fazê-lo. Para isso, basta procurar na web que há inúmeros textos desse tipo, estilo manual de redação para vestibulandos (aliás, geralmente péssimos, pois, quase sempre não parecem considerar fatores fundamentais). Desejo, entretanto, explicar a minha visão de como evoluir no assunto e de como criarei meu filho para que aos 18 anos ele não precise ler manuais de como escrever bem para fazer a redação do vestibular, se ele quiser prestar, a propósito.
Antes de entrar nas Maroldicas, convém inicialmente oficializarmos a separação entre os tipos de escrita, afinal, escrever para um blog não é similar a escrever para o New York Times, assim como escrever para o saudoso “Notícias Populares” não é como escrever um livro. Pretendo abordar todos esses tipos de escrita, se possível, estendendo-o até as colunas futuras, se o editor desse Digestivo não me der o bilhete azul antes.

Como escrever bem, parte 1 – Antes de começar a escrever...

Nenhum humano nasce escrevendo, parece. Logo, deve existir algo que ocorre entre a saída do útero materno e o recebimento do Pulitzer. Bem, eu não sei o que é esse algo, mas posso chutar. Evidentemente, há casos extremos em que percebemos nitidamente que o escritor é um gênio, o que significa que o cérebro dele foi concebido para fazer aquilo – escrever - melhor do que as demais atividades (e, portanto, melhor que as demais pessoas). Esse tipo de escritor não me interessa pois é assunto da ciência, ele não é um cara qualquer. Interessa-me sim o escritor comum que escreve bem e que é igual a mim, e que deve ter sido “treinado” para isso. De modo geral – e já até demorei demais para falar isso – essas pessoas lêem muito. Diariamente. Incessantemente, às vezes. Em minha opinião, qualquer tipo de leitura treina o cérebro. Portanto, se você não se importar em treiná-lo apenas com vocabulário e linguagem web, leia apenas blogs. Se você não se importar em treiná-lo em frases triviais com apenas três ou quatro palavras, leia gibi. Mas, se você quiser um pouco de tudo isso, leia de tudo, mas privilegie as pessoas que escrevam bem, pois elas podem te ensinar mais sobre como escrever do que os que escrevem não adequadamente.
Está bem, está bem, eu disse o óbvio agora. Mas, então, porque as pessoas não fazem isso? Um dia conheci um rapaz que fazia jornalismo e tinha como ídolo literário nosso best-seller Paulo Coelho. Percebi que tinha algo errado, mas fiquei quieto, desconfiado, até receber um e-mail dele, contendo mais erros em 10 linhas do que todos os erros que Olavo Bilac escreveu na sua obra toda. Conversamos umas vezes depois... Ele ouvia os nomes e obras consagrados como se ouvisse pela primeira vez o grito de guerra da equipe iraquiana de hóquei sobre o gelo. Um dia, comentei: se você quer escrever bem, não pode ler mal...
O modo como se lê também é importante. Eu sei, ler é ler, certo? Errado. Não são todas as pessoas que lêem da mesma maneira... Ler como lazer não é como ler para aprender. Infelizmente. Seria muito mais fácil se cada vez que eu lesse um texto assimilasse tudo o que está nele, mesmo se naquele dia lia apenas para me distrair, enquanto o bebê confecciona uma sinfonia doce e meu time corria na TV ligada. Esse dia não devo ter prestado muita atenção porque até precisei voltar umas páginas atrás, depois, somente para descobrir o que tinha acontecido nelas... E, se eu quisesse ter aprendido mais, deveria ter analisado o texto, as frases, aprendido com as construções, o modo como ele descrevia a arma usada no crime, os adjetivos desconhecidos que ele atribuía ao assassino. E não fiz nada disso, só li. Eu me distraí, é verdade, mas foi só isso. Eu não tive uma aula de literatura na sala da minha casa naquele dia, ainda que o autor tivesse me mostrado exatamente como ele escrevia...
Bem, meu moleque já sabe que terá que ler, o que ler, quanto ler e até como ler. Agora é só esperar pelo sucesso, não? Não. Ele vai ter que escrever, escrever, escrever. Quando, aos 7, ele me trouxer uma poesia própria (que a mãe dele vai guardar, acredito), não vai ser tão boa quanto aquela que ele escrever aos 10. Nem a dos 15. Se ele parar para analisar, verá que tudo parece ser uma evolução na arte da escrita. Ele poderá ler todos os livros da biblioteca do rei Salomão, mas, se jamais escrever algo, minha editora terá que recusar seu primeiro conto, que estará fraco e imaturo. Daí, quando ele estiver revoltado comigo e ameaçar sair de casa, terei que explicar que o segundo geralmente sai melhor que o primeiro e assim por diante. É treino, meu filho. Você já aprendeu a ler, já o fez suficientemente, agora treine escrever suas próprias histórias e seus próprios personagens... Ele irá até me agradecer, anos depois dessa última aula, pois ele mesmo verá que o texto passa a fluir mais tranqüilamente quando já se escreveu dezenas deles pela vida. Você passa a arriscar mais, repete construções que lhe agradaram, insere vocabulário novo, sabe o que interessa ao leitor, sabe, enfim, escrever.

Marcelo Maroldi - disponível em: http://www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=1648

WEBQUEST / PLANO DE AULA

PROJETO “O JORNAL EM SALA DE AULA ”




Tema:

O Jornal como projeto de recuperação e inserção do aluno na sociedade

Resumo:
O presente trabalho traz um levantamento detalhado sobre as possibilidades de se trabalhar a implantação do jornal em sala de aula e propõe sanar as dificuldades encontradas pelos alunos, estimulando o hábito da leitura e interpretação dos textos, tendo como importante foco a formação da cidadania. Argumenta ainda como a apropriação desse recurso sendo bem explorado, traz benefícios não só para o aluno, professor e escola, mas para a sociedade de um modo geral. Alimenta também a constante preocupação no sentido de preparar os alunos para a convivência harmoniosa e produtiva com a alta tecnologia de informação do mundo em que vivemos.

Introdução:

A grande quantidade de informações divulgadas pelos meios de comunicação na atualidade sugere mudanças na Educação. Simplesmente produzir ou aceitar, sem questionamentos precisa deixar de fazer parte da rotina escolar. O incentivo á criatividade dos alunos ante o domínio dos meios de comunicação deveria estar sempre presente nas aulas, com incentivo à leitura, o que levaria o aluno a ser mais crítico quanto ao que for lançado sobre ele, sabendo discernir se realmente isso será relevante para o seu crescimento como leitor-cidadão, ciente de sua inserção em uma sociedade influenciada por esses meios.
Para que isso ocorra, a Educação precisa deixar de lado seu paradigma conservador de simplesmente transmissor do conteúdo disciplinar e se voltar para a contemporaneidade, que está a exigir, cada vez mais, professores e alunos leitores e consumidores, mais críticos e ativos, que saibam discernir acerca das informações realmente relevantes e a partir daí, tenham condições de construir um conhecimento significativo.
Com a inserção do Jornal em sala de aula, acredita-se que o aluno será incentivado a através de leituras, conhecimentos e pesquisas, a entender o que será relevante para a formação profissional que irá escolher, podendo assim participar junto com qualquer cidadão independente da classe social a que pertence, na escolha de um trabalho no qual se realize plenamente.
É óbvio que a inovação não se resume à simples introdução de tecnologias em sala
de aula. A inovação está no modo como elas são aplicadas. Somente terão importância
epistemológica e justificar-se-ão pedagogicamente, se facilitarem o alcance dos objetivos
aprendizagem, de construção do conhecimento e se forem eficientes para tanto (MASETTO, 2004).

Objetivo geral:

Destacar a importância de renovação das metodologias utilizadas nas aulas de língua portuguesa, tendo como alternativa metodológica o uso do jornal em sala de aula, mostrando que este é um ótimo instrumento de trabalho interdisciplinar, atual e prático, que proporciona aos alunos um contato mais direto com a realidade, informando-os e desenvolvendo neles a capacidade de raciocínio, reflexão e argumentação.

Objetivos específicos:


- Estimular o hábito da leitura diária.
- Fortalecer, pelo conhecimento, a cidadania, e aprimorar a criatividade.
- Desenvolver a capacidade operacional de professores e alunos.
- Fornecer à escola recurso pedagógico dinâmico, permanente, atualizado e viável para a sala de aula.
- Facilitar o manuseio da informação, desenvolvendo o senso crítico e criativo do aluno em diferentes meios de comunicação: TV, rádio, revista, jornal e outros.
- Incentivar melhor domínio e manejo da linguagem oral e escrita.
-Viabilizar o uso do jornal como recurso de apoio didático para todas as disciplinas curriculares.

Justificativa:

A utilização do jornal na sala de aula é uma técnica reconhecida, pois auxilia na aquisição da linguagem, na ampliação do vocabulário, na capacidade de analisar discursos e na própria inserção do aluno na sociedade como cidadão.
O uso do jornal é um recurso a mais para a prática didática. É atualizado, dinâmico e proporciona atividades desafiadoras que propicia a integração de assuntos, levando o aluno a conhecer diferentes posturas ideológicas diante de um fato, a tomar posições fundamentadas e a respeitar diferentes pontos de vista.
O jornal mostra como uma leitura crítica pode transformar as aulas numa atividade divertida e proveitosa, contribuindo permanentemente com a formação dos indivíduos pela da informação.
Com o hábito da leitura desde cedo, o educando torna-se um cidadão informado e remete à formação crítica das leituras do mundo. Cada indivíduo lê com as experiências de mundo que carrega. Uma das principais preocupações desse projeto é fazer com que o aluno pense por si próprio.
Esse projeto apresenta também a incumbência de socializar à comunidade a construção do conhecimento desenvolvido em sala a partir da leitura de informações trazidas pelo jornal. Paralelo a isso há uma interação entre jornal, escola e Associação de Pais e Professores, para que os pais fiquem cientes do que é ensinado em sala e participe de uma maneira mais intensa. São mostrados, inclusive, o que os alunos estão aprendendo e o trabalho que é desenvolvido em sala de aula. Algumas vezes, são expostos os trabalhos dos alunos e os projetos que a escola está desenvolvendo para que a comunidade tenha acesso.
Sendo veículo de informação de propostas de cidadania, serve para informar a professores, alunos e seus familiares fatos importantes do momento. Essas informações levam à análise crítica e à busca de soluções criativas para os problemas a comunidade, favorecendo a escola, as famílias e os alunos que atuarão como cidadãos do mundo, responsáveis que são pelos seus atos na construção da história da sociedade.

Revisão da literatura:

Este trabalho fará uma análise da importância de serem renovadas as metodologias utilizadas nas aulas de língua portuguesa apresentando como alternativa metodológica o uso do jornal em sala de aula, mostrando que este é um ótimo instrumento de trabalho interdisciplinar, atual e prático, que proporciona aos alunos um contato mais direto com a realidade, informando-os e desenvolvendo neles a capacidade de raciocínio, reflexão e argumentação.
As aulas de língua portuguesa, tal como são praticadas atualmente por muitos professores, estão fadadas aos estudos descritivos de normas e regras gramaticais que não fornecem aos alunos a oportunidade de explorarem a língua. Muito do que produzem é corrigido à luz de encanecidas gramáticas que consideram os velhos padrões literários como inquestionáveis modelos de boa escrita, desconsiderando a dinamicidade da língua.
Percebe-se que o ensino tradicional da língua portuguesa tem formado alunos incapazes de se expressarem com objetividade e despreparados para usarem, em diversas situações, a língua. Os conhecimentos adquiridos estão longe do que realmente lhes é cobrado na vida prática. Neste contexto, Chomsky, citado por Faria, diz que “é importante a adoção do texto jornalístico como padrão da língua escrita escolar em substituição ao texto literário (FARIA, 2004, p.11).
Por meio do uso do jornal, o professor poderá trabalhar com um material em que é possível encontrar um português padrão e uniforme que diminuirá a distância entre um aluno oriundo do sul do Brasil e de outro que vem do Nordeste que estude na mesma sala.
Além disso, o uso do jornal em sala de aula consiste em material diariamente atualizado, que traz não apenas a norma culta, mas notícias atuais que proporcionarão aos alunos a oportunidade de estarem a par dos principais acontecimentos do país.
Somando-se a isso, o trabalho com os textos jornalísticos possibilita aos professores desenvolver temas transversais em sala de aula por meio de análise crítica das reportagens, buscando decodificar as ideologias presentes, desenvolvendo nos alunos a cidadania, o espírito reflexivo, para que saibam discernir entre uma mensagem sensacionalista e uma realmente objetiva.
Para os professores, o uso do jornal consiste também em uma ferramenta didática extra. É necessário, contudo, que tais docentes estejam dispostos a deixar de lado o velho livro didático, com suas respostas sistemáticas e fáceis de serem desenvolvidas, e trabalhar com jornais, produzindo, juntamente com a colaboração dos alunos, seu próprio recurso didático.
É comum pensar que a escola de hoje, com seriações e níveis de organização, sempre existiu com docentes de maior nível de conhecimento, com a missão de transmitir esses conhecimentos aos que sabem menos. Parece ser natural e necessário um espaço onde se passe esse conhecimento. A conseqüência desse pensamento é o ciclo em que professores “fingem que ensinam” e alunos “fingem que aprendem”, centrado na forma e não nos conteúdos significativos. Cabe à Universidade, utilizando-se de influências dos meios de comunicação, formar profissionais atentos à realidade social de hoje. É importante verificar, ainda, como a educação busca meios de encontrar o melhor caminho para os professores em sala de aula.
Muitas são as possibilidades de se trabalhar com jornais falados e escritos explorando, no caso deste último, desde a primeira à última página. Nas atividades com jornais, há uma grande interação entre professor e aluno, aluno e aluno e escola e sociedade por meio de trabalhos realizados em equipes em que os estudantes tanto podem coletá-los e analisá-los de forma crítica, quanto produzir seus próprios jornais.
Assim, tanto a prática da leitura quanto a produção textual podem ser, de forma contextualizada, desenvolvidas em sala de aula. As possibilidades suscitadas pelo emprego de jornais em sala abrem um leque muito grande de metodologias que podem ser usadas por professores realmente comprometidos não só com o ensino da língua materna, mas também com a responsabilidade que assumiram ao colarem grau em um curso de licenciatura.
Utilizando as novas tecnologias, o professor faz uso do jornal em sala de aula e transforma a informação em conhecimento, usando uma linguagem simples e direta, o que facilita a compreensão. Sem uma atualização permanente o professor não conseguirá introduzir os meios de comunicação e as novas tecnologias da informação e da comunicação em sala de aula de modo crítico, ou inovador, já que a criticidade é uma das características da educação inovadora.
Segundo Demo (2005, p.84),o professor do futuro precisa compor-se com a atualização permanente “Sem desprezar o domínio dos conteúdos, necessário para o exercício profissional, e o conhecimento renovado que valoriza mais o conhecimento metodológico, representado no saber pensar e aprender a aprender”.
No contexto brasileiro, o hábito se forma nas seguintes oportunidades: a familiaridade com a imprensa (desde a infância, a partir da experiência doméstica com os adultos), a necessidade de informação diversificada da atualidade em virtude do vestibular e em função da atividade profissional. O programa “O jornal na educação” apresenta cunho institucional e cumpre as funções empresarial, educativa e social, ao contribuir para formar novos leitores e dar oportunidade a estudantes de todo o país de terem acesso ao jornal e desenvolverem o espírito de cidadania.
No Estado de São Paulo, foi criado um projeto intitulado “São Paulo faz escola” de autoria de Maria Inês Fini. As páginas de Língua Portuguesa e Literatura são de autoria de Henrique Mateos e José Luiz Landeira.
Esse jornal foi desenvolvido com base nos resultados do SARESP de 2005, que constatou a dificuldade de aprendizagem dos alunos.
Verificando que os alunos iam para a escola com uma diversidade de conhecimentos, mas, ao mesmo tempo com uma auto-estima baixa surgiu a necessidade de aproveitamento desses conhecimentos trazidos de fora. Com a interação entre o professor e o aluno, resgatar-se-iam a auto-estima, mostrando a eles que pelas leituras diárias ampliariam seus conhecimentos e se tornariam excelentes produtores de texto. Com isso surgiu a idéia do jornal em sala de aula.
Com atividades diversificadas as aulas ficaram mais atraentes, e os alunos demonstraram interesse em participar delas, diminuindo assim a evasão, um problema bastante crucial enfrentado pela escola pública.
Com isso os alunos sentiram-se respeitados e com liberdade para se expressarem, produzindo seus próprios textos. O professor, que era tido como o dono absoluto do saber, passou a ser o intermediário do conhecimento, oferecendo autonomia àqueles para produzirem seu próprio texto, exprimindo suas idéias sem medo e aprendendo a identificar-se com o grupo, respeitando o modo próprio de pensar de seu colega, não importando se o gosto desse era o rock, enquanto o seu próprio era o pagode. Agindo e pensando assim, percebeu-se que a violência dentro da escola diminuiu consideravelmente.
Mais do que atrair leitores, o uso do jornal transformou o espaço da sala de aula, o ensino passou a usar o conteúdo não como fim, mas como meio para o desenvolvimento das habilidades e competências dos jovens, respeitando cada etapa da aprendizagem em que cada um se encontra. O potencial de cada aluno passou a ser exposto, assim como o jeito de pensar e o potencial literário. Essa prática de atividades diversificadas direcionou-os para uma importante reflexão social.
Em 1998, em Santa Catarina , iniciou-se um projeto com um jornal da cidade chamado “A Notícia”, que disponibilizava exemplares nas escolas públicas de Joinvile, com a perspectiva de que o educador logo cedo, quando chegasse à escola para lecionar, pudesse ter uma leitura informativa e pedagógica desse jornal, coletando informações e matérias para serem debatidas e relidas em sala de aulas com seus alunos. Com o sucesso desse projeto, alguns municípios vizinhos se interessaram e implantaram também em suas escolas.
Hoje 17 municípios catarinenses mantêm esse projeto e ainda outros estão interessados em um futuro a curto prazo. A intenção é que o professor tenha condições de tornar o jornal uma ferramenta de apoio no processo de ensino-aprendizagem, fortalecendo a formação pedagógica de seus alunos com a realidade do cotidiano. Junto com essa atividade são ministradas pelo Jornal, durante o ano letivo, oficinas pedagógicas para os professores e promovidas reuniões mensais de acompanhamento e avaliação das atividades realizadas. Essas reuniões são feitas na própria escola, evitando assim que os professores tenham que se deslocar até o jornal.
É veiculado também, mensalmente, um suplemento de apoio ao projeto, para os alunos e professores divulgarem seus trabalhos de um tema atual e diferente.
Esses exemplares são direcionados à comunidade, para que fiquem conhecidos os trabalhos que são realizados nessas escolas e distribuídos em todo o estado de Santa Catarina. Esse projeto foi um incentivo não só para os professores, que vêem seu trabalho valorizado, mas também para os alunos, que se sentem incentivados a melhorar cada vez mais como alunos, prevendo um futuro promissor como cidadãos catarinenses.
O aluno, ao ler um jornal, depara-se com a própria realidade, observando os acertos e erros que a sociedade e o indivíduo cometem. Facilitar o seu acesso aos meios de comunicação é fazê-lo ficar frente a frente com o mundo que o rodeia.

Metodologia:

Através de minuciosa pesquisa em sites da internet e no próprio Jornal intitulado “São Paulo Faz Escola”, selecionadas as matérias e após leitura aprofundada do assunto, viabilizou-se então a transcrição do texto onde abordou-se o assunto de como estão sendo utilizados os Jornais em sala de aula e o que se espera com sua utilização. Pretende-se orientar e trabalhar a leitura de matérias apresentadas e promover, quando necessário, outras leituras para o aprofundamento do conteúdo abordado a fim de viabilizar o debate e em seqüência a produção de texto, e a releitura da realidade em que vivem os estudantes e a comunidade em que estão inseridos. A leitura crítica do Jornal se dará, inicialmente, em sala de aula e o aluno será estimulado a continuar e aprofundar essa leitura em casa, próximo de seus familiares, onde buscarão através do apoio da família, base para sustentar seus argumentos nos debates e nas produções de textos por eles construídos. A comunidade escolar (pais dos estudantes) ao ser instigada a opinar e ajudar em determinados temas, estará também contribuindo com o objetivo do projeto que é o de promover a democratização da informação trabalhando seu acesso e pluralidade como cidadão com direitos, fundamental à construção do conhecimento, tomada de decisão, autonomia e exercício pleno da cidadania, bem como estimular a defesa dos direitos humanos e dos valores da democracia representativa, na sociedade em que vive.






Resultados esperados:

Desenvolver as atividades do projeto para que se consiga resultados de maior produtividade e impacto no ambiente escola, estar cada vez mais próximo desta, para melhor poder atendê-la e apoiá-la quando isso se fizer necessário.
A familiaridade com o jornal, fará com que os alunos se sintam incitados a ler livros e estar em contato com outros meios de comunicação e possam comparar as diferentes linguagens e matérias. Os alunos ficam muito mais informados sobre tudo e, portanto, mais atentos. Quando comparam a leitura das notícias do dia ao conteúdo aprendido nas disciplinas, trazem para perto de si os assuntos e se envolvem muito mais. Criam um sentimento de autonomia e de consciência e por isso gostam muito mais de aprender.
Espera-se também que o aluno tenha um avanço significativo na escrita, bem como na interpretação e na expressão oral expondo as idéias com clareza, consistência nas argumentações, coerência e coesão, escrevendo e expondo o conhecimento adquirido através dos textos produzidos por eles.
Por fim, e talvez mais importante, é ter no projeto pedagógico o contato com meios de comunicação, obrigando a instituição a rever uma posição antiga, de que a Escola seria um lugar onde o aluno recebe a resposta pronta, mas sim onde eles aprendem a formular suas próprias perguntas e esforçar-se para descobrir se a resposta encontrada é adequada.

CYDY