De acordo com a autora, a palavra letramento apareceu pela primeira vez no livro de Mary Kato (1986), repercutindo bastante influência no mundo da educação. Tal palavra surgiu a partir da necessidade de se dar um nome ao fato que até então não era denotado pela sociedade, ou seja, a medida que o analfabetismo vai sendo superado, a sociedade vai se tornando cada vez mais centrada na escrita. E embora as pessoas tenham sido alfabetizadas, não incorporaram a prática da leitura e da escrita, ou seja, não adquiriram a competência para envolver-se com as práticas sociais de escrita, que envolve leitura de livros, revistas, jornais, produção de ofícios, formulários, requerimentos e etc. ou seja, pessoas meramente alfabetizadas apenas adquiriram o código da escrita, porém não se apropriaram dele. Magda chama- nos a atenção para a função da escola que é desenvolver nos alunos o domínio da linguagem falada, ou seja, os docentes deveriam alfabetizar letrando, ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o individuo se tornasse ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado. Deborah Costa autora do texto Alfabetização/Letramento uma proposta com Gêneros Discursivos, concorda com Magda Soares, ao passo que engendra que os educadores devem inserir a criança no universo escrito, valorizando a função da leitura e da escrita, promovendo assim, a alfabetização e o letramento. Deborah Costa denota a importância de se trabalhar em sala de aula com diferentes gêneros textuais, ou seja, o docente deve proporcionar situações próximas da realidade em que nossa sociedade esta inserida em detrimento as práticas tradicionais de alfabetização. Segundo a autora, os diferentes gêneros textuais são uma ferramenta metodológica que serve para desenvolver os diversos usos da linguagem, pois ao fazer uso destes mecanismos de informação o professor proporciona situações reais da vivência do aluno em sociedade, promovendo não somente a aquisição do código da escrita, mais a apropriação deste, ou seja, os discentes tomam posse da prática social da comunicação. Costa, evidência ainda que, a função da escola é de instrumentalizar os alunos para que estes sejam capazes de responder, com competência, às diversas situações comunicativas e que sejam ativos do processo de produção e escrita, ou seja, a escola se torna produtora de cidadãos letrados capazes de participar criticamente de diferentes situações educativas. A autora cita Baktin que evidência, que escrever é ter finalidade específica para dizer algo a alguém de uma determinada maneira.
Sendo assim, conclui-se que, a escola deve promover uma educação que faça com que os alunos cresçam e não embruteçam, ou seja, a escola tem o poder de ser gestora sobre o conhecimento, ao passo que, engendra no ambiente escolar situações que diversificam e caracterizam a realidade de seus alunos. Os professores responsáveis pela preparação de novos cidadãos devem ter condições de repensar os currículos quase que anualmente, a fim de adaptá-los à nova realidade de seus alunos, pois a escola deve servir de bússola na orientação de seus discentes a fim de favorecer uma educação qualitativa e não quantitativa.
COSTA, Deborah. Alfabetização/Letramento uma proposta com Gêneros Discursivos. Revista de Educação Anhanguera, 2003
SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. 5ºed. – São Paulo: Contexto, 2008