quinta-feira, 19 de novembro de 2009

educadores


Há três tipos de professores: os que só ensinam o que sabem; os que não ensinam o que sabem; os que pensam que sabem e ensinam errado o que não sabem." (Rio Nogueira)


Virgínia

ENTREVISTA COM A PROFESSORA-PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Professor: Cláudia
Formação Acadêmica: Letras
Disciplina que ministra: Português
Séries: 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental.
Tempo de experiência docente: 08 (oito) anos
Carga Horária de Trabalho Semanal: 30 horas/aulas
Média de alunos por sala de aula: 40 alunos


CLÁUDIA, com formação acadêmica em LETRAS, professora há oito anos, ministra aulas de português para as 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental, com uma média de 40 alunos por sala, exerce uma carga horária de trabalho semanal de 30 horas/aula.
Ela afirma que não participou da elaboração da Proposta Pedagógica da escola, mas teve a oportunidade de conhecê-la quando da sua efetivação na escola e durante o planejamento realizado no início das aulas. Observou que ela está voltada para o interesse da comunidade escolar, adaptando-se sua gestão, seu desenvolvimento profissional, seu currículo e avaliação, à cultura organizacional do contexto histórico, cultural, social e econômico dos seus interessados (alunos). Segundo ela, desde que iniciou na escola, notou que todos trabalhavam com um objetivo em comum. ”Há uma gestão democrática, onde diretores, funcionários, professores, pais, alunos e comunidade buscam a prática da cidadania. Assim, procuro participar e contribuir com minha parte, para que este objetivo seja alcançado com sucesso”, diz a professora.
Ainda sobre os objetivos, conclui dizendo fazer uma reflexão cuidadosa sobre a sua prática pedagógica, procurando conhecer a turma para saber o que é e como fazer o seu trabalho. Após uma avaliação contínua, procura traçar o melhor caminho para que possa contribuir na aprendizagem, procurando colocar o objetivo de estudo dentro de um universo que faça sentido para o aluno (contextualização). Procura ministrar aulas que desafiem e ensinem os alunos, principalmente os temas transversais, acompanhando todo o desenvolvimento do aluno durante todas as aulas, conduzindo as dificuldades dos alunos, tanto de forma geral, como individualizada. Abre espaços durante as aulas para perguntas, sanando todas elas ou mostrando-lhes o caminho pára que encontrem as respostas.
Indagada sobre o seu trabalho, se é prazeroso e sobre aspectos negativos e positivos, Cláudia responde: “Eu amo meu trabalho. Existem diversos pontos positivos, entre eles, o contato com crianças, jovens e adultos que é muito bom, pois estamos sempre aprendendo, e o fato de estarmos sempre atualizados e poder reciclar sempre para poder acompanhar o desenvolvimento dos alunos. Quanto aos aspectos negativos, a escola e a educação no Brasil, estão deixando a desejar e a questão salarial é uma vergonha em todo país”.
A professora, primeiro traça os seus objetivos e faz uma sondagem, estudando a realidade dos alunos sobre determinado assunto, depois estabelece as metodologias, com alguns exemplos enumerados a seguir: produção e análise textual através de fragmentos de letras musicais, poemas, contos, crônicas, imagens e outros: atividades extra classe, trazendo curiosidades e reportagens interessantes para serem lidas e interpretadas em sala de aula: estudo ortográfico através de textos com lacunas, paráfrases textuais: projetos de datas culturais trabalhando atividades relacionadas à linguagem. Cláudia procura explorar em seus alunos diversas estratégias de leitura, atividades orais e escritas, recursos gráfico-visual (linguagem não-verbal), vídeo, biblioteca (sala de leitura), computador, escrita e reescrita de textos. Prefere a produção de texto, onde pode conhecer melhor a realidade dos alunos.
Utiliza recursos durante as aulas como: livros didáticos, leitura de diversos textos diferenciados aula expositiva, cartazes, vídeos, biblioteca, computados (embora não tenha tido oportunidade de fazer nenhum projeto nessa escola que envolva computadores), músicas, pesquisa, teatro, entre outros. Uns dos recursos que faz com que os alunos fiquem mais interessados é o uso do computador para pesquisas e elaboração de trabalhos. Segundo a professora o que torna difícil é que as salas possuem em média 40 alunos e somente 10 computadores, sendo que eles ficam entusiasmados com o fato de “poder sentar-se” diante de um computador.
A relação aluno / professor está um pouco desgastada. Diz isso baseada na quantidade de alunos na sala de aula. Se houvesse um menor número de alunos por sala, seria possível um maior contato entre professor e aluno. Assim o atendimento individualizado seria mais proveitoso e o ambiente de trabalho, mais harmonioso, o professor deveria estar mais próximo dos seus alunos para sanar suas dúvidas e dificuldades. Como isso não é possível, cabe ao professor, fazer com que suas aulas sejam um verdadeiro desafio para seus alunos, onde os mesmos possam buscar o conhecimento, fazendo do educador um mediador.
Cláudia avalia a escola como uma escola cidadã, onde todos participam com o objetivo de construir uma educação democrática, justa e igualitária comprometida com a formação de cidadãos e com o desenvolvimento do ser humano. Quanto ao seu trabalho a professora acredita estar sempre aprendendo e buscando maiores conhecimentos participando de cursos de formação, palestras e outros. Atualmente está fazendo o curso ¨Letra e Vida¨ na delegacia de ensino de Sumaré.
A professora procura analisar o aluno como um todo, acompanhando o caminho que ele faz, para descobrir as suas dificuldades e necessidades. Procura também, trabalhar muito com atividades interativas em que existam o diálogo, a troca entre os alunos, a participação e a cooperação. Têm conversas individuais com os alunos, olha o caderno, as produções de textos, faz questionamentos constantes para que possam aprofundar as suas respostas enfim procura acompanhar a turma ajudando a ultrapassar os obstáculos do caminho. Participa de vários projetos que serão e estão sendo desenvolvidos na escola. Um deles é o projeto “Teatro” onde cada série irá apresentar uma peça teatral sobre um livro que eles estão lendo. Haverá um festival de teatro em outubro. Seu objetivo principal, que é também o objetivo da proposta pedagógica da escola, é formar alunos-cidadãos que participem, interagindo nas mudanças da educação do país, assim, o exercício da cidadania.

A ESCOLA DOS BICHOS

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.


Rosana Rizzuti

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A Grande Esfinge do Egito

A Grande Esfinge do Egito

A Grande Esfinge do Egito
A Grande Esfinge do Egito sonha por este papel dentro...
Escrevo — e ela aparece-me através da minha mão transparente
E ao canto do papel erguem-se as pirâmides...
Escrevo — perturbo-me de ver o bico da minha pena
Ser o perfil do rei Quéops ...
De repente paro...
Escureceu tudo...

Caio por um abismo feito de tempo...

Estou soterrado sob as pirâmides a escrever versos à luz clara deste
candeeiro
E todo o Egito me esmaga de alto através dos traços que faço com a
pena...

Ouço a Esfinge rir por dentro
O som da minha pena a correr no papel...
Atravessa o eu não poder vê-la uma mão enorme,
Varre tudo para o canto do teto que fica por detrás de mim,
E sobre o papel onde escrevo, entre ele e a pena que escreve
Jaz o cadáver do rei Quéops, olhando-me com olhos muito abertos,
E entre os nossos olhares que se cruzam corre o Nilo
E uma alegria de barcos embandeirados erra
Numa diagonal difusa
Entre mim e o que eu penso...

Funerais do rei Quéops em ouro velho e Mim! ...

Fernando Pessoa

Desafogue a si mesmo

Desafogue a si mesmo

A PRIMEIRA DEFESA

A PRIMEIRA DEFESA

Roteiro de Thiago Maerki

EXT. UMA PRAÇA DA CIDADE – NOITE
Lucas está sentado no banco de uma praça, conversando com
um amigo. A rua está deserta e, de repente, um carro
estaciona do outro lado. Ricardo desce do veículo com uma
arma em punho, olhando fixamente para Lucas, e caminha em
sua direção. Lucas tenta falar algo, mas não consegue, pois
é tomado de imenso pavor. O amigo que estava conversando
com ele corre em disparada e Ricardo dispara um tiro conta
Lucas, cujo corpo cai do banco e fica desfalecido no chão
da praça. Ricardo entra no carro que arranca cantando pneu
e desaparece ao dobrar a esquina.
FADE OUT
INT. ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA - NOITE
FADE IN
André e Bruna, dois advogados, estão sentados à mesa. André
de um lado e Bruna do outro. André é um advogado mais velho
e com mais experiência. Bruna, por sua vez, é uma recém
formada que irá realizar sua primeira defesa no dia
seguinte.
BRUNA
Pois é André. Amanhã participarei de minha
primeira audiência. Estou ansiosa, mas com medo.
ANDRÉ
Não precisa ficar com medo Bruna, todos nós
advogados temos a nossa primeira vez. Você se
acostuma com o tempo.
BRUNA
Mas o problema é que tenho que defender uma
pessoa que matou alguém. É um caso complicado e
muito delicado.
Bruna arruma o cabelo.
André coloca a mão no queixo, como gesto de quem está
pensativo.
ANDRÉ
Você tem razão, e é quase impossível provar a
inocência de Ricardo. Mas, me diga uma coisa que
não entendi até agora. Por que o Ricardo matou
Lucas? Eles não eram amigos há tanto tempo?
BRUNA
Sim, desde a época do colégio. Vou lhe contar a
história. Ricardo, por ser um pouco gordo, sempre
foi chamado de Baleia, inclusive por Lucas. Ele
cresceu ouvindo isso e não fazia questão. Depois
Ricardo se casou, teve filhos e os dois amigos
continuaram visitando um a casa do outro e Lucas
continuou chamando Ricardo de Baleia, como fazia
desde que eram garotos.
Bruna é interrompida por André
ANDRÉ
E quem nunca teve um apelido na infância!?
BRUNA
Pois é. Mas o apelido, de repente, começou a
desagradar Ricardo. Era Baleia pra cá... Baleia
pra lá... até que um dia, Ricardo pediu para que
Lucas nunca mais o chamasse pelo apelido, pois
agora ele tinha uma esposa e filhos e ‘não pegava
bem’ ser a todo momento chamado de Baleia na
frente de sua família.
ANDRÉ
Então foi assim que começou a desavença entre os
amigos?
BRUNA
Foi. Apesar do pedido de Ricardo, Lucas continuou
chamando o amigo pelo apelido. Até que um dia,
após ser chamado de Baleia na frente de todos os
colegas e familiares numa festa, decidiu matar
Lucas no dia seguinte. E foi o que aconteceu.
ANDRÉ
Que história trágica, morto por ter chamado o
amigo pelo apelido.
BRUNA
E agora Ricardo é meu cliente e deverei defendêlo
amanhã. O problema é que sou inexperiente e
esse será o primeiro julgamento do qual participo
e não sei como farei a defesa.
ANDRÉ
Calma, você já estudou bem o caso e com certeza
sairá bem sucedida. Isso será bom para o seu
aprendizado.
Bruna fica em pé.
BRUNA
Bom André, agora preciso ir, já está tarde. Outro
dia nos falamos.
ANDRÉ
Tudo bem, depois você me conta os detalhes.
André se levanta também e estende a mão para Bruna, como
gesto de despedida. Bruna a segura e, depois de soltá-la,
dirigi-se à porta, gira a maçaneta e é interrompida por
André.
ANDRÉ
Boa sorte minha amiga!
BRUNA
Obrigada.
Bruna abre a porta, sai e a fecha em seguida. A câmera foca
a porta fechada do interior do escritório.
FADE OUT
INT. CASA DE BRUNA – NOITE
FADE IN
A mão de Bruna move a maçaneta para fechar a porta de sua
casa. Depois, abre os braços, levantando-os para o alto,
espreguiçando-se. Em seguida boceja de sono e diz alto
consigo mesma:
BRUNA
Enfim em casa, agora posso descansar.
FADE OUT
INT. QUARTO DE BRUNA – NOITE
FADE IN
Bruna está deitada na cama, dormindo. De repente, ela
começa a sonhar que está caminhando sozinha numa rua, a
pensar no julgamento do qual participará. Em seu pensamento
ela reflete de que forma poderá defender Ricardo e sobre
quais argumentos ela poderia utilizar.
FADE OUT
EXT. CALÇADA DE UMA RUA, DURANTE O SONHO DE BRUNA – DIA
FADE IN
Enquanto Bruna caminha, um mendigo aparece repentinamente
atrás dela e toca-lhe o ombro. Ele possui um ar sereno e
uma voz que denota calma e sabedoria. Ela fica assustada.
BRUNA
O que você quer? Eu não tenho dinheiro!
MENDIGO
Parece que você estava reflexiva!? Posso lhe
ajudar em algo?
Bruna coloca as mãos na cintura, em gesto de indignação.
BRUNA
Você não pode me ajudar em nada!
MENDIGO
Posso lhe ajudar?
BRUNA
Não.
MENDIGO
Posso lhe ajudar?
BRUNA
Já disse que não!
MENDIGO
Posso lhe ajudar?
Bruna fica nervosa, se altera e grita para o mendigo.
BRUNA
Cala a boca, você está me deixando doida!
Bruna olha para o lado e, quando volta-se para o mendigo,
ele havia desaparecido misteriosamente.
FADE OUT
INT. QUARTO DE BRUNA – NOITE
FADE IN
Automaticamente, quando o mendigo desaparece, no sonho,
Bruna acorda e se senta repentinamente na cama. Ela está
ofegante, como quem despertada de um pesadelo terrível. Ela
olha o despertador que está em cima do criado-mudo, ao lado
da cama. O relógio marca 3h15 da manhã. Bruna deita-se
novamente e recomeça a dormir.
FADE OUT
INT. QUARTO DE BRUNA – DIA
FADE IN
O despertador toca, marcando 7h30. Bruna senta-se na cama,
boceja e se espreguiça. Pega uma agenda, que estava ao lado
do despertador e a abre numa página marcada por uma fita.
Lê-se no canto superior da página: “Quarta-feira, 25 de
agosto de 2009”. Em baixo, grafado à caneta, lê-se: “Minha
primeira defesa”. Bruna levanta-se da cama, dirige-se à
janela e a abre. Lá fora o dia está lindo.
BRUNA
Que Deus me ajude.
Bruna fecha a janela.
FADE OUT
INT. SALA DE AUDIÊNCIA DO FÓRUM - DIA
FADE IN
O juiz encontra-se no centro da sala, sentado do lado
oposto da porta de entrada. Ao seu lado direito, alguns
familiares de Lucas e o advogado de sua família. Ao seu
lado esquerdo, Bruna e alguns familiares do acusado.
Ricardo também está sentado numa cadeira ao lado esquerdo,
porém, afastado de seus parentes. Há também algumas
testemunhas de ambos os lados.
JUIZ
Iniciemos então essa audiência, para julgar
Ricardo Silva Gonzáles, pelo assassinato de Lucas
Pereira da Costa. Primeiro, peço que o senhor
Ricardo se defenda, dizendo se é culpado ou
inocente pela morte de Lucas.
RICARDO
Senhor juiz, eu me considero culpado do sangue de
Lucas. Realmente, fui eu quem o matou. Mas, eu
não estava em um estado mental normal. Estava
muito nervoso e alterado, pois ele havia me
chamado de Baleia. Ouvi isso durante muitos anos,
mas chegou aquele dia, no qual não suportei mais
ser chamado assim e cometi o crime.
JUIZ
Passo a palavra agora à advogada do réu, para que
demonstre defesa em favor de seu cliente.
BRUNA
Meritíssimo, como o próprio Ricardo expressou,
ele não se encontrava em suas faculdades mentais
normais. Um louco não deve ir para a cadeia, pois
não tem culpa de seus atos. Ele, na verdade,
precisa de tratamento.
JUIZ
Passo agora a palavra ao advogado da família de
Lucas. O que o senhor argumenta diante da
explanação da senhora Bruna?
ADVOGADO DA FAMÍLIA DE LUCAS
Concordo com a senhora Bruna de que loucos não
devem ser condenados, mas esse não é o caso do
senhor Ricardo. Tanto que ele confessou o crime
no dia posterior, como também fez agora. Loucos
não confessam crimes, pois não sabem o que fazem.
Toca uma música branda. Alternadamente aparecem, em câmera
lenta, os dois advogados falando. Ora um, ora outro, cada
um defendendo seus clientes. Foca-se o rosto de Bruna, que
está pensativa. Ela se sente sem saber o que fazer após
tanta discussão e então se lembra do sonho da noite
passada, do mendigo... e de como ele repetidas vezes lhe
perguntava: “Posso lhe ajudar”? Bruna parece ter desvendado
um grande mistério, parece que não está mais naquela sala,
durante a audiência. Está sim num mundo particular, de seus
pensamentos, do seu interior. E algo lhe diz interiormente:
“Repita você também”! Bruna é interrompida repentinamente
pelo Juiz.
JUIZ
Bruna, a senhora tem algo mais a dizer?
Bruna se espanta, como se voltasse para o mundo real.
BRUNA
Meritíssimo Juiz, senhor advogado e povo aqui
presente. Meritíssimo Juiz, senhor advogado e
povo aqui presente. Meritíssimo Juiz, senhor
advogado e povo aqui presente. Meritíssimo Juiz,
senhor advogado e povo aqui presente. Meritíssimo
Juiz, senhor advogado e povo aqui presente...
Bruna repete isso várias vezes, até ser interrompida pelo
Juiz. Ele fala muito nervoso, alterado, gritando.
JUIZ
O que significa isso, senhora Bruna?! Por que
toda essa repetição?
BRUNA
Pois é Meritíssimo. Se o senhor ficou nervoso e
se alterou com algumas repetições que fiz,
imagine o senhor Ricardo, que foi chamado de
Baleia, repetidas vezes, por praticamente toda a
vida. O senhor mesmo se mostrou agora alterado e
foi um estado assim que levou o senhor Ricardo a
cometer o crime.
O juiz olha surpreso para Bruna, como que admirando sua
eloquência. Todos também ficam espantados e cochicham uns
aos outros. O juiz bate o martelo em sua mesa.
JUIZ
Silêncio no tribunal.
O silêncio se faz reinante novamente. O juiz assina um
documento que está sob sua mesa.
JUIZ
Dou por encerrado esse processo e a sentença é a
seguinte: Pelo crime que cometeu o senhor
Ricardo, ele deveria pegar, ao menos, trinta e
cinco anos de prisão. No entanto, declaro que ele
cumprirá apenas vinte anos e depois será posto em
liberdade.
FADE OUT
INT. QUARTO DE BRUNA – DIA
FADE IN
O despertador toca, marcando 7h30. Bruna senta-se na cama,
boceja e se espreguiça. Pega uma agenda, que estava ao lado
do despertador e a abre numa página marcada por uma fita.
Lê-se no canto superior da página: “Quarta-feira, 25 de
agosto de 2009”. Em baixo, grafado à caneta, lê-se: “Minha
primeira defesa”. Bruna levanta-se da cama, dirige-se à
janela e a abre. Lá fora o dia está lindo.
BRUNA
Que Deus me ajude.
Bruna fecha a janela.
FIM

Webquest - Língua Inglesa

Série: 1º Ano do Ensino Médio


Duração: 5 aulas


Tema: Phrasal Verbs


Objetivo:

· Conhecer o emprego dos Phrasal Verbs e seus diferentes significados e usos.
· Através da utilização de duas músicas escolhidas, explicar aos alunos sobre emprego dos Phrasal Verbs de forma a deixar claro que, apesar de estranhos à língua portuguesa são mais utilizados e temos mais contato com eles do que imaginamos.


Material a ser utilizado:
Cópias das tabelas de Phrasal Verbs, cópias das letras de música que serão trabalhadas, toca CD, giz e lousa.
Caso a escola disponha de datashow, a aula será apresentada em PowerPoint, não sendo possível, deverão ser utilizados os recursos disponibilizados pela escola.


1ª Parte:
Inicialmente explicar aos alunos o que são Phrasal Verbs e quando são utilizados.
Com os alunos trabalhar diferentes tipos de Phrasal Verbs (entregar tabela – cópia Xerox).


2ª Parte:
Trabalhar exercícios para melhor compreensão e fixação do conteúdo trabalhado.
Apresentar as músicas “Another Day in Paradise” e “We Can Work It Out”. Trabalhar músicas com alunos nessa faixa etária traz resultados muito positivos, tendo em vista que a música incentiva a apreensão maior do conteúdo trabalhado em sala de aula.


3ª Parte : Avaliação
· Será aplicada uma avaliação contendo seis grupos de exercícios sendo que quatro grupos valerão 2 pontos cada e os dois últimos grupos valerão 1 ponto cada, perfazendo total de 10 pontos.



Anexos :

· Escopo da aula (introdução), abaixo;
· Lista de Phrasal Verbs a ser fornecida e trabalhada com os alunos;
· Exercícios;
· Letra das músicas “Another Day In Paradise” e “We Can Work It Out”
· Avaliação

Obs. : Caso a escola possua computadores, a avaliação poderá ser efetuada em laboratório, on line.





Phrasal Verbs

Phrasal verbs are mainly used in spoken English and informal texts. The more formal a conversation or text, the less phrasal verbs are found.

Phrasal verbs consist of a verb plus a particle (preposition, adverb). The particle can change the meaning of the verb completely :

look up – consult a reference book (look a word up in a dictionary)
look for – seek (look for her ring)
look forward – anticipate with pleasure (look forward to meeting someone)

There are no rules that might explain how phrasal verbs are formed correctly – all you can do is look them up in a good dictionary and study their meanings.



Referências Bibliográficas


http://www.ego4u.com
http://vagalume.uol.com.br
http://www.linguaestrangeira.pro.br
http://englishonline.sites.uol.com.br
http://www.vivenciapedagogica.com.br

ATENÇÃO : Tanto as tabelas contendo Phrasal Verbs quanto exercícios podem ser encontrados nos sites www.ego4u.com e englishonline.sites.uol.com.br

No site www.abcteach.com é possível encontrar outros materiais que podem ser trabalhados com crianças e adolescentes, tornando as aulas mais divertidas.

OBS: Infelizmente a melhor forma de aprender Phrasal Verbs é praticando através de exercícios e brincadeiras.

Boa sorte!

Aula preparada e apresentada por Maria Valéria de Oliveira